20.4.08


Poemas do Renato - encomendados para a construção conceitual do segundo disco da Euphorbia.

Na esperança de nos sentirmos mais pequenos
Inventamos algo que não podemos ver
Na esperança, existe mesmo essa parte em mim

Em tudo que não posso tocar
Todos os nomes que esqueci
Preciso ter uma razão pra seguir
Na esperança de existir algo
Quando a carne cansar
Eu não vá cair

Na esperança de nos sentirmos ainda mais pequenos
Tentamos imaginar um rosto
E por que não
E por que não

E a dor que sinto
Vai ter gosto de maçãs
Vermelhas
Rios vermelhos de maçãs
Vermelhas
E o gosto que ainda sinto
Talvez esperança


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Nas linhas manchadas
Nenhum corpo escrito

Venha me ganhar
Com seus gritos enfeitiçados
Eu seu fraco e sombrio

Venha me ganhar com seu corpo
É tudo que quero sentir
A carne quente
Minhas mãos dentro de ti

Nas tuas faces vazias
Eu me via crescer
Corta minha pele
E me veja desce
Bem devagar

Nos teus olhos manchados
Meu corpo inteiro, eu grito


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Dezenove horas
Perto do que respiro
E desacelero

Desespero

Partilho meu ser
Com todo o mundo de fora
Minha cor
Respira fora

Não me diga quanto dói
Perto do que respiro
Dezenove horas

Eu não como
E na contra-mão de mim
Corro, corto

Desespero

Partilho meu avesso
Com teu desprezo
Meu vermelho
Corre, fora

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Você teme quanto pesa
Tudo que lhe falta
Nessa fonte parda
Debruça-te
Desaba

Diamantes entre falha
E o mau cheiro

Retalha o ser
Oposto ao teu

Esses olhos fechados
Não são meus

Você teme quanto pesa
Tudo que lhe falta
E navegas sem pensar

A tormenta te respira
Eu corpo apenas indica
Que não estas mais
A flutuar


[man-machine] Registro nº:

10.4.08


[man-machine] Registro nº:

8.1.08


Nuenen
(dezembro de 1883 - novembro de 1885)


O isolamento é uma coisa bastante penosa, a gente se sente como numa prisão. No entanto, ainda não posso afirmar até que ponto isto adiantará os meus negócios. O que, aliás, você também não faz.
De minha parte, vejo-me freqüentemente melhor entre pessoas que ignoram até mesmo o significa da palavra isolamento por exemplo, os camponeses e os tecelões, do que no mundo civilizado. É uma felicidade para mim. Assim, enquanto estou aqui, envolvo-me intimamente com os tecelões.


VAN GOGH, Vincent. Cartas a Théo; tradução de Pierre Ruprecht. Porto Alegre. L&PM, 2007.

[man-machine] Registro nº:

12.11.07


No restaurante, a mocinha que serve os bebidas diz:

- o que que houve?
- hein...?
- o que que houve?
- han... nada...
- ah tá hehe

As vezes eu esqueço de desligar o modo "cara azeda"; deve ser isso.


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:::.Teste de Q.I.:::


Questão 37:
Analise a figura abaixo.



Com base nas informações fornecidas, responda:

a) Mulher compra calça pela bunda.
b) Parágrafo, nova linha, letra maiúscula.
c) "Mulher burra" é pleonasmo.
d) Se está no inferno, cu de bunda é rola.
e) Todas as alternativas estão corretas.


c
h
o
v
i
a

:D

(por falar em "chovia", ruthruth, eu fiz a cagada de fechar a janelinha do msn antes de copiar a letra de gangrene... aí eu fui olhar no histórico e as estrofes estavam todas embolotadas... podia mandar pro meu e-mail? klingklangprodukt@gmail.com, ok? que não dá mais ^^)

[man-machine] Registro nº:

8.11.07


Capuccino, Piano e Msn
Capítulo 2: Do capuccino, do piano e do msn.


Parte 1: Piano.
Uma fonte indiscutível de inspiração para escrever em um blog é, sem sombra de dúvida (só pra reforçar a idéia de irredutividade absoluta), quando o prédio em que você trabalha está sob ameaça de incêndio. E a parte mais divertida disso é ouvir a ordem de evacuação vir diretamente da Madre Superior (a.k.a. "chefe").

Primeiro foram os elevadores - suspensos. Eu recém havia acabado de subir 10 andares pelas escadas. Minhas pernas já não existiam mais, podia pegar fogo em tudo porque eu já estava inútil da cintura pra baixo (essa parte já está nesse status há uns anos, já), podia pegar fogo em todo o resto. Aí veio a Madre gritando aos corredores "é pra descer!". Holy shit.

Cds, carregador de celular, xícara, escova de dente... tudo socado pra dentro da mochila, enquanto isso um tema em ré menor me vêm à mente. Mas talvez fosse alguma música do Rammstein disfarçada, haja vista eu ter passado os 50 minutos anteriores bombando no Du Hast. Mas se fosse lá menor, seria gangrene, minha obra prima - com certeza. (que não dá mais)

Se isso tudo inspira e escrever, o que me resta pra compor? Agora eu entendo da onde saiu Smoke on the Water. HE HE HE.
Eu até podia fazer uma versããããm pra ela, chamada "Smoke on the Elevator":

We were going to work-yeah
and the "Box" was on fire
going upstairs on feet
like a dead man walking (han, han?)
boing boom tshack
Smooooooooke on the Elevaaaator
and fire in my ass
tchanananana-naraaammm



Parte 2:
Capuccino


Aí eu saí da escadaria e me deparei com o hall de entrada bombando. Se apagassem as luzes e bombasse um Joy Division, NEO total. Gothik Night às duas da tarde: pessoas de gravata, vagabundas maquiadas até o rabo (e usando roupas que só elas acham bonitas - isso sem falar do salto alto... uh, pra isso eu tenho uma teoria que fica pra outro momento), seguranças, bêbados querendo entrar e demais pessoas sendo barradas na porta... enfim, o conjunto completo. Sem tirar nem pôr. Ah sim, e gente parada no meio do caminho - se achando dignos o suficente pra ocupar aquele espaço.

Hayo, Silver. Eu trabalho na frente do McDonalds.

- Boa tarde, qual o seu pedido?
- hãn... eu quero um mcdonalds com coca.
- o.O


Melhor que isso, só se eu chegar no Habbib's e pedir 12 Habbibs: 4 de frango, 4 de queijo e 4 de carne. Ou chegar no xis e perguntar quanto tá a longneeeetchiiii. Mas o McCafe é legal, mesmo assim. Se fosse Electric Cafe, eu passaria 16 horas por dia lá dentro.
Isso sem falar no calorão que tava hoje. Pra que sauna, se eu posso ficar esperando o ônibus na Caldas? E ainda tenho que descer ali pra Andradas e comprar uns LPM Pocket só pra não deixar a feira passar em branco.

Parte 3: MSN

Alequis. diz:
nós ficamos no ap de uma mina que é fã de yoko ono

Alequis. diz:
ela tinha quase 100 animais no ap

[man-machine] Registro nº:

5.11.07


Capuccino, Piano e MSN
Capítulo 1: Começando...

E então, eu sempre quis escrever um livro. Bom, pensando bem, nem sempre. Talvez eu tenha passado a julgar minhas “experiências” como sendo merecedoras de serem contadas. Ou não. Acho que também tem um pouco de auto afirmação... “sei que vou conseguir – hei de escrever um livro só pra mostrar pros outros que consigo”. É claro que eu não sou tão fútil assim, mas egoísmo é uma coisa que até a Madre Teresa tinha. Ah tri.
E eu to com vergonha da ruthruth.

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