
20.4.08
Poemas do Renato - encomendados para a construção conceitual do segundo disco da Euphorbia.
Na esperança de nos sentirmos mais pequenos
Inventamos algo que não podemos ver
Na esperança, existe mesmo essa parte em mim
Em tudo que não posso tocar
Todos os nomes que esqueci
Preciso ter uma razão pra seguir
Na esperança de existir algo
Quando a carne cansar
Eu não vá cair
Na esperança de nos sentirmos ainda mais pequenos
Tentamos imaginar um rosto
E por que não
E por que não
E a dor que sinto
Vai ter gosto de maçãs
Vermelhas
Rios vermelhos de maçãs
Vermelhas
E o gosto que ainda sinto
Talvez esperança
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Nas linhas manchadas
Nenhum corpo escrito
Venha me ganhar
Com seus gritos enfeitiçados
Eu seu fraco e sombrio
Venha me ganhar com seu corpo
É tudo que quero sentir
A carne quente
Minhas mãos dentro de ti
Nas tuas faces vazias
Eu me via crescer
Corta minha pele
E me veja desce
Bem devagar
Nos teus olhos manchados
Meu corpo inteiro, eu grito
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Dezenove horas
Perto do que respiro
E desacelero
Desespero
Partilho meu ser
Com todo o mundo de fora
Minha cor
Respira fora
Não me diga quanto dói
Perto do que respiro
Dezenove horas
Eu não como
E na contra-mão de mim
Corro, corto
Desespero
Partilho meu avesso
Com teu desprezo
Meu vermelho
Corre, fora
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Você teme quanto pesa
Tudo que lhe falta
Nessa fonte parda
Debruça-te
Desaba
Diamantes entre falha
E o mau cheiro
Retalha o ser
Oposto ao teu
Esses olhos fechados
Não são meus
Você teme quanto pesa
Tudo que lhe falta
E navegas sem pensar
A tormenta te respira
Eu corpo apenas indica
Que não estas mais
A flutuar
7:40 PM por [man-machine] Registro nº:
10.4.08
2:27 AM por [man-machine] Registro nº:
8.1.08
2:16 AM por [man-machine] Registro nº:
12.11.07
No restaurante, a mocinha que serve os bebidas diz:
- o que que houve?
- hein...?
- o que que houve?
- han... nada...
- ah tá hehe
As vezes eu esqueço de desligar o modo "cara azeda"; deve ser isso.
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1:30 PM por [man-machine] Registro nº:
8.11.07
3:23 PM por [man-machine] Registro nº:
5.11.07
Capuccino, Piano e MSN
Capítulo 1: Começando...
E então, eu sempre quis escrever um livro. Bom, pensando bem, nem sempre. Talvez eu tenha passado a julgar minhas “experiências” como sendo merecedoras de serem contadas. Ou não. Acho que também tem um pouco de auto afirmação... “sei que vou conseguir – hei de escrever um livro só pra mostrar pros outros que consigo”. É claro que eu não sou tão fútil assim, mas egoísmo é uma coisa que até a Madre Teresa tinha. Ah tri.
E eu to com vergonha da ruthruth.
1:48 AM por [man-machine] Registro nº: